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Este currículo acontece a partir das rodas diárias de conversa, quando as crianças e adolescentes
constroem a dinâmica do dia, com o educador. Trata-se aqui de solicitar as atividades que desejam
desenvolver durante o cotidiano, a cada dia que acabam por se configurar em Projetos.
Estas solicitações não estão previstas em um currículo fechado e sempre que aparecem, atentam
o professor a proporcionar-lhes um ambiente onde as situações de aprendizagens são
cuidadosamente observadas, registradas e constatadas no portifólio mensal.
Por meio desta dinâmica, as crianças traçam o seu currículo emergente, perdendo a característica
de rotina, e as diferentes situações vivenciadas, sob o olhar atento do educador, levando-os a
buscar projetos que dêem significado a sua aprendizagem no currículo cheio cuja fundamentação
se encontra em Fernando Hernandez e Nilbo Nogueira.
Compusemos o nosso Currículo Cheio, por meio das referências da Agenda do Educador 2006 da
SEFP - Gabriel Junqueira, no sistema Montessoriano e nas Habilidades Operatórias de Celso
Antunes.
Sendo Priorizados: a oralidade, leitura e escrita, portadores textuais, relação espacial, percepção
auditiva, tátil, visual, olfativa e gustativa, noções matemáticas (desafios, numerais, quantidade,
resolução de problemas, etc), números, seqüência numérica; classificação, ordenação,
comparação; texturas, formas, movimento global, cores, coordenação motora, noção de conjunto,
jogos e regras, esquema corporal, tamanho, cheio e vazado, noção temporal, peso e espessura,
conhecimento de si e do outro, conquista da autonomia, resolução de problemas, corpo e
movimento, partes do corpo hábitos alimentares e de higiene.
Arte, histórias e contos, identidade,
diversidade cultural, sono, organização dos pertences, reconhecimento e exploração dos espaços
da creche, jogos de regras, expressão de idéias e sentimentos, regras de convivência, etnias,
gênero, sexualidade, família, registros e ampliação de vocabulário, separar, reunir, contar, ouvir,
reconhecer, observar, perceber, escolher, levantar hipóteses, reproduzir, interagir, organizar,
explorar, expressar, conhecer, reconhecer, respeitar, registrar, escrever, rolar, sentar, engatinhar,
andar, correr, saltar, arremessar, saltar, localizar e etc.
Para traçarmos os objetivos do Plano, utilizamos a caracterização mensal de cada ciclo, por meio
de atividades exploratórias. Estas atividades surgem a partir dos critérios, que elencamos para
caracterização das crianças, quando então traçamos os objetivos específicos que a criança será
capaz de atingir, e construirmos os planos de ciclos.
Por meio de situações de aprendizagem, pelos combinados do dia, de estratégias que registramos
e que servem como um instrumento de avaliação de ciclo e de cada criança, compomos um
portifólio para cada ciclo, respeitando os conhecimentos prévios, trabalhando em pequenos grupos
que percorrem o currículo no ambiente cientificamente preparado.
Neste contexto aparecem também os projetos que emergem das necessidades de cada ciclo e/ou
criança, nas discussões e observações do desenvolvimento das competências, por meio das
habilidades elencadas no currículo cheio demonstrado anteriormente, integrando assim o currículo
vazio.